Portal da Cidade Resende

SERVIÇO HUMANIZADO

Estácio inaugura sala para acolhimento de mulheres em situação de violência

Serviço gratuito será oferecido pela Estácio Resende e realizado de forma multidisciplinar pelos cursos de Direito e Psicologia

Publicado em 02/04/2026 às 16:10
Atualizado em

Sala Lilás foi inaugurado na última terça-feira, dia 31 (Foto: Divulgação)

Resende

Encerrando o mês de celebrações pelo Dia Internacional da Mulher, a Estácio Resende inaugurou na noite da última terça-feira, dia 31, a Sala Lilás, um espaço para atendimento humanizado de mulheres e meninas em situação de violência (física, sexual ou psicológica), um serviço gratuito que será realizado de forma multidisciplinar pelos cursos de Direito e Psicologia da universidade.

Foto: Divulgação

De acordo com a advogada e coordenadora do curso de Direito da Estácio Resende, Juliana Vianini, o objetivo da Sala Lilás é receber esta mulher que venha sofrendo qualquer tipo de violência e que não sabe que caminho seguir, como denunciar e o tipo de apoio ao qual ela pode recorrer para sair desta situação. "Será um atendimento humanizado e sigiloso. Os alunos e profissionais de Direito ficarão responsáveis pela orientação sobre quais caminhos jurídicos ela deve seguir, e o curso de Psicologia fará o acolhimento psicológico seguido de acompanhamento psicoterapêutico por meio do Serviço-Escola de Psicologia da Estácio Resende. Vamos orientá-las também sobre a rede de proteção oferecida pelo município”, explica Juliana.

O acesso ao atendimento na Sala Lilás poderá ocorrer de forma espontânea, com a vítima comparecendo diretamente ao local; ou por meio de encaminhamento de setores da rede municipal, uma vez que a Estácio trabalhará em parceria com o Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (NIAM) de Resende. “Poderão receber atendimento mulheres vítimas de violência física, sexual ou psicológica, que serão recebidas em um espaço privativo e acolhedor, com atendimento humanizado que resguardará sua privacidade. Queremos que neste espaço as vítimas se sintam seguras para relatar suas vivências e receber o apoio que precisam”, destaca Juliana.

A Sala Lilás fica localizada no campus da Estácio Resende, na Rua Zenaide Vilela, s/n, no bairro Jardim Brasília, ao lado do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da universidade.

Foto: Divulgação

Para o diretor da Estácio Resende, Arthur Rosas, a criação da Sala Lilás reafirma o compromisso social da Universidade com a comunidade onde a instituição de ensino está instalada há 30 anos. “Esperamos que a Sala Lilás se consolide como um ponto de segurança e de partida para que essas mulheres rompam o ciclo de violência e tenham acesso a informações, cuidados e justiça. Esse é o tipo de cuidado digno que toda vítima merece”, finaliza Arthur.

Campanha “Não fique calado!”

Ao longo do mês de março, a Estácio, em parceria com a Artplan e o Instituto Yduqs, promoveram a campanha “Não fique calado!”, pela busca de respeito, igualdade de gênero e a eliminação da violência contra as pessoas do sexo feminino. 

A campanha ressalta dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, de 2022, que apontou que em dia de jogos de futebol masculino, a violência contra a mulher aumenta em mais de 23% nas grandes capitais do Brasil.

Como parte do movimento, a Estácio lançou um site: https://naofiquecalado.com.br/ , que reúne diversas ferramentas de conscientização e apoio às vítimas de violência. A plataforma também amplifica iniciativas já existentes da instituição, como os Núcleos de Práticas Jurídicas (NPJ), que oferecem orientação jurídica gratuita à comunidade, incluindo as Unidades de Resende e Volta Redonda; e os Serviços-Escola de Psicologia, onde alunos, supervisionados por psicólogos orientadores, prestam apoio psicológico, serviço oferecido na Estácio Resende. Além desses serviços, a página disponibiliza cartilhas e conteúdos educativos produzidos com alunos da instituição, com orientações para identificar diferentes tipos de violência e caminhos para denunciar e buscar ajuda.


Foto: Divulgação

O movimento tem o objetivo de trazer informações relevantes para que todas as pessoas saibam como identificar e denunciar a violência doméstica. Além da cartilha virtual destinada ao público feminino, o público masculino também é convidado a participar da ação: uma versão da cartilha virtual, preparada especificamente para a conscientização masculina, está disponível para os homens. O documento traz diversas informações sobre violência de gênero e sobre como os homens podem entrar neste jogo em defesa das mulheres.


 

Fonte: