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SEDENTARISMO

Cerca de 47% da população brasileira é sedentária, aponta IBGE

Segundo a OMS, o país é considerado o mais sedentário da América Latina e o quinto no ranking mundial de sedentarismo.

Publicado em 10/03/2023 às 08:00

O sedentarismo pode levar 500 milhões de pessoas a desenvolverem doenças cardíacas, obesidade, diabetes entre outras doenças até 2030 (Foto: Divulgação)

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Recentes números do IBGE, revelam que o Brasil possui cerca de 47% de pessoas sedentárias. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o país é considerado o mais sedentário da América Latina e o quinto no ranking mundial de sedentarismo. A entidade prevê ainda que até 2030  o sedentarismo pode levar 500 milhões de pessoas a desenvolverem doenças cardíacas, obesidade, diabetes e outras doenças não transmissíveis.

Os números alarmantes devem ligar o alerta da população, especialmente no Dia de Combate ao Sedentarismo, celebrado nesta sexta-feira, dia 10 de março. A data foi criada para levantar o debate sobre a importância da prática de atividades físicas para a manutenção da saúde.

O profissional de Educação Física, Carlos Lessa, explica que o avanço tecnológico e as facilidades da vida moderna tornaram a atividade física eletiva e até dispensável para a maioria, e traça um panorama histórico. "O homem primitivo instintivamente corria, saltava e pulava para apanhar alimentos, para caçar ou fugir de animais ferozes, tempo em que as aptidões físicas como força, resistência, agilidade e velocidade eram muito importantes para a sua sobrevivência. O ser humano também desenvolveu suas habilidades motoras como natação, corrida, lutas, caça e pesca, além de aprimorar a coordenação e destreza para arremessar, lançar ou golpear o inimigo. Posteriormente, o homem aprendeu a cultivar a terra e a confinar animais, e foi abandonando a vida nômade. Mais adiante, a vida do campo foi sendo trocada pelas cidades e surgiram a vida urbana, as indústrias e o comércio. As descobertas da energia elétrica, hidráulica e mecânica tornaram a vida cotidiana mais fácil", detalha Lessa.

Sintomas do sedentarismo

O coordenador do curso de Educação Física da Estácio Resende ressalta que quem leva um estilo de vida inativo ou com pouca atividade física, somado a uma alimentação inadequada, pode ser caracterizado como sedentário. E para quem é conformado com esse estilo de vida, é importante ser aconselhado por um profissional de Educação Física ou alguém da área da saúde.


Carlos Lessa esclarece que é um grave engano a pessoa acreditar que não necessita de atividade física. "Pessoas sedentárias apresentam sintomas como constante indisposição, cansaço excessivo, desmotivação, acúmulo de gordura abdominal, dores nas articulações, sono desregulado, apneia do sono ou roncos, aumento excessivo de peso, entre outros. Com bom senso, a própria pessoa pode chegar à conclusão se precisa de uma mudança em sua rotina de vida", alerta o profissional.

Causas e consequências

De acordo com Lessa, dentre as causas para um estilo de vida sedentário estão fatores do cotidiano, como usar o carro por hábito, mesmo que para trajetos curtos; priorizar escadas rolantes; passar o tempo livre no celular, computador, TV e outros equipamentos eletrônicos; além de falta de tempo e de planejamento para uma rotina de vida saudável. Questões de saúde mental, como depressão e síndrome do pânico, também podem causar comportamentos sedentários. 

Ele revela que as consequências da inatividade física são condições como a obesidade, que pode provocar o acúmulo de gorduras no interior vasos e artérias e consequentemente o surgimento de problemas cardiovasculares. O aumento das chances de osteoporose, hipertensão, diabetes, colesterol elevado e outras doenças também são implicações da vida sedentária, assim como o desgaste das articulações e formação de artroses, diminuição da imunidade, ansiedade, estresse, depressão, baixa autoestima e distúrbios do sono, acrescenta o professor da Estácio.

O profissional de Educação Física cita ainda os grupos de risco, pessoas que devem ter maior preocupação em quebrar o comportamento sedentário. São eles: doentes cardíacos, hipertensos, pessoas com níveis altos de colesterol, pessoas diagnosticadas com estresse, diabéticos e obesos. "É bom comentar ainda sobre crianças e adolescentes, grupos onde percebe-se um aumento significativo nos índices de obesidade no Brasil e no mundo, e também de enfermidades associadas à própria obesidade e decorrentes de baixos níveis de atividade física regular, como dislipidemias (níveis elevados de lipídios/gorduras no sangue), hipercolesterolemia (presença de taxas elevadas de colesterol no sangue) e diabetes", alerta.

Como quebrar o comportamento sedentário?

Para Carlos Lessa, o importante para a quebra deste comportamento é a conscientização prematura para a necessidade do exercício físico e de uma boa alimentação na vida do ser humano. Para o professor da Estácio, além de benefícios para a própria saúde, uma população consciente da valorização de uma vida saudável permite uma menor sobrecarga no sistema de saúde.


Ele enfatiza que a principal dica para fugir dos maus hábitos sedentários é primeiramente consultar um médico antes de iniciar a prática de exercícios, para verificação das condições de saúde. Realizar pequenas modificações na rotina diária como subir escadas, utilizar menos o carro, passear com o animal de estimação e realizar tarefas domésticas. Praticar algum exercício físico que se adapte ao seu estilo de vida e que você goste, caso contrário, serão muitos os motivos para a desistência. "Comece com o exercício devagar e com intensidade moderada podendo aumentar de acordo com o tempo desta prática, sempre usando vestuário e tênis adequado; tente realizar seus exercícios físicos numa frequência de 3 a 5 vezes por semana, com 30 minutos de duração em cada dia. Além de benefícios para o corpo, a mente também fica mais saudável. A prática de exercícios físicos melhora a autoestima, auxilia no combate à depressão e a não alimentar vícios, e ainda alivia as tensões da vida profissional e do cotidiano, conclui o professor da Estácio", finaliza o profissional.


Fonte: Assessoria de Comunicação Estácio